Rádio para se ver e ouvir

Em 1928, mais precisamente no dia 22 de abril, Eriberto Pio dos Santos, Roberto Camelier e Edgar Proença fundaram a Rádio Clube do Pará, a quarta emissora brasileira, a primeira rádio paraense e única até 1954. A princípio, a PRC-5, como era conhecida até então, não passava de uma grande novidade que interessava apenas aos sócios do clube, que através das suas mensalidades financiavam o funcionamento e proporcionava o crescimento desta que se tornou a “Voz da Amazônia” – como registrara seu slogan da época – até os dias de hoje.

Durante sua época mais áurea, a Rádio Clube mantinha em sua programação verdadeiros espetáculos musicais e humorísticos, além de levar ao ar as famosas rádionovelas que lideravam as atenções de seus ouvintes. Programas com: A Oração do Meio Dia, Mensageiro do Interior, Jornada Esportiva, Colcha de Retalhos também compuseram e compõe até hoje a receita de sucesso da rádio.

Hoje, ao se comemorar 80 anos de existência, merecidamente, a Rádio Clube do Pará ganha de presente uma bela homenagem do Grupo Cuíra, o espetáculo: “PRC5 – A Voz que Fala e Canta para a Planície”, que conta e canta essa história deste patrimônio paraense.

Em aproximadamente 60 minutos, Edyr Augusto e as diretoras Karine Jansen e Wlad Lima levam a platéia a viajar no tempo e sentir saudades de uma época, por muitos até, não vivida.

[FICHA TÉCNICA]

Elenco:

Olinda Charone, Landa de Mendonça,

Adelaide Teixeira, Luiz Braga, Paulo Santana,

Hildomar Oliveira, Murilo Couto, Rodrigo Braga e Paulo Marat.
Bando da Estrela:

Anderson Brum, André Brasil,

Diego Leite e André Mardock

Dramaturgia e Consultoria Artística:
Edyr Augusto Proença

Direção:
Wlad Lima e Karine Jansen

Local:

Theatro da Paz

Data:

23, 24 e 25 de outubro

Ingressos:

a partir de R$ 15,00


PATROCÍNIO LOJAS YAMADA, A PARTIR DA LEI SEMEAR DE INCENTIVO À CULTURA DO GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ.

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Dia de São Nunca

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Pra quem andava se queixando que nas quartas feiras as únicas opções eram jogar futebol ou assitir a jogo de futebol, agora poderá contar com mais uma opão.

O São Nunca Bar apresenta todas as quartas o show de comemoração dos 21 anos de carreira dos Beatles Forever.

Uma ótima pedida para quem não tinha o que fazer no meio da semana.

O horário é 21h, da para beber aquele choppinho com os amigos e comer as delícias que o menu oferece, tudo ao som da melhor banda cover dos Beatles.

INFORMAÇÕES

Beatles Forever

Local: São Nunca Bar, Tv. Almirante Wandenkolki (entre Municipalidade e Senador Lemos)

Reservas de mesa: 91. 8115.8066

E-mail: acpneto@gmail.com

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TiMaia*

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O Clube do Vinil realizará um tributo ao pai da soul music brasileira, Sebastião Rodrigues Maia, mais conhecido como Tim Maia.

Em 15 de março completará 11 anos que o Tim não está mais entre nós.

Com a discografia quase completa do Tim, digo “quase” porque da extraordinária fase de sua carreira faltam apenas dois discos, quais sejam: o que ele canta em inglês, o álbum “with No One Else Around” de 78 e o Racional vol. II de 76, será feita a sua homenagem, no formato sonoro mais fiel por excelência, que é o “Long Play”. Quem ainda não apreciou as obras de Tim Maia pelo Vinil vai ter a oportunidade de comprovar a presença marcante de sua voz grave e carregada como se ele estivesse cantando perto de você.

O que o Clube do Vinil mais admira em sua carreira, que vale apresentar em destaque no Tributo, sem dúvida é a fase soul, que se deu a partir do período em que ele morou nos Estados Unidos, onde estudou inglês e teve contato com a soul music, chegando a participar de um Grupo vocal, o The Ideals, sem contar a época do seu mergulho na imunização racional, que rendeu o Vol. I e II, com grandes influências do funk e soul, considerada uma boa fase do artista pelo fato de que neste período ele se afastou dos vícios, o que refletiu na qualidade de sua voz .

É evidente que não precisamos envidar esforços para demonstrar o talento de Tim e o quanto ele despertou emoções em nossos corações aqui na terra, o que resta a nós como forma de contribuição é homenageá-lo, reconhecer o seu talento de modo mais fiel e original: Tim só no Vinil.

 [INFORMAÇÕES]

Clube do Vinil

Data: Sábado 14 de Março de 2009

Local: Lar Doce Bar (localizado na Praça Amazonas Próximo ao Pólo Joalheiro)

*Texto Clube do Vinil

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Programa (ou Problema) de Casal

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 Zeca (Bruno Mazzeo) e Fernanda (Fernanda Souza) comemoram o primeiro dia dos namorados após o casal decidir dividir o mesmo teto. Até aí tudo corria bem, até que um pequeno acidente doméstico deixa o casal por uma noite trancado no banheiro. A solidão, e a frieza do ambiente proporciona ao casal uma espécie de discussão de relação e é aí que tudo começa.

Ciúmes, cobranças, segredos, sexo e claro, o passado são os principais assuntos desta D.R. e a noite que seria de comemoração passa ser uma verdadeira lavagem de roupa suja, claro, tudo com muito humor e cotidiano.

O negativo, mais uma vez, é o preço dos ingressos, que foi vendido nas capitais nordestinas pela metade do valor cobrado aqui na mangueirosa. E para quem acha que o Theatro da Paz é um fator encarecedor, saiba que você está redondamente enganado, pois pasmem, a pauta do da Paz é uma das mais baratas do Brasil para teatros deste padrão.

[INFORMAÇÕES]

Theatro da Paz

Rua da Paz S/N – Centro – Belém – PA

Dia 13 e 14 às 21h

Dia 14 às 20h

Platéia, varanda, frisas e camarotes de 1ª – R$ 60,00

Camarotes de2ª – R$ 50,00

Paraíso – R$ 40,00

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Senhoras e senhores façam suas apostas

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O Grupo Severiano Ribeiro lançou um bolão para que os cinéfilos tentem adivinhar os vencedores da cerimônia do Oscar 2009. Cada acerto vale uma pontuação que varia de 5 a 20 pontos. As quatro pessoas que tiverem a maior pontuação ganharão um ano de cinema grátis nos cinemas da rede. Do quinto ao vigésimo colocado, serão entregues kits exclusivos dos filmes.

O interessante é que o marketing usou o Apps do Orkut para divulgar e disponibilizar a listagem dos concorrentes. Vale conferir (aqui) e participar.

Boa Sorte.

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A boa música que se renova

Em tempos que a juventude se envereda por aventuras musicais de gosto duvidoso, Juliana Sinimbú vem de encontro a esse “movimento”, cantando e principalmente produzindo o fino da música brasileira e provando que qualidade e bom gosto tem idade.

Com influências de samba, bossa nova e do cancioneiro popular, Juliana Sinimbú vai construindo seu próprio estilo sem abdicar da boa influencia de grandes nomes da musica nacional, misturando em suas apresentações músicas de compositores por muitos ainda desconhecidos, porém de qualidade a altura, com musicalidades nacionalmente conhecidas.

Outro ponto forte da paraense de cachos melódicos é a “petulância” de misturar seu estilo com outros gêneros musicais, como as guitarradas do Mestre Vieira ao poderoso hard do Madame Satã, passando pelo blues, jazz e outros mais; talvez pelo próprio significado de seu sobrenome* haja essa deliciosa mistura.

Bom pra Belém, bom pro Brasil, bom pra gente que gosta de apreciar boa música e admirar novos talentos.

[Juliana Sinimbú – YouTube]

[Juliana Sinimbú – MySpace]

*Sinimbu – [Do tupi sini'bu] S. m. Bras. 1. V. camaleão (1 e 2). 2. Iguana.

 

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Bistrô do Bom

09122008033

 

Bem no coração da capital paraense, existe um lugarzinho de muito achego e de uma culinária fabulosa, estou falando do Cozinha de Bistrô ou se preferir, Bistrô da Rita.

 O Ambiente é decorado de forma aconchegante e a música é um atrativo a parte, pois em meio ao corre corre do centro de Belém, você almoça ao som do melhor da MPB, chorinho, jazz e muito blues.

Por lá são servidos pratos que mistura o requinte da cozinha francesa com os fabulosos ingredientes da mais tradicional cozinha paraense, e se você pensa que comer bem pode sair caro, saiba que você está muito enganado, no Bistrô você encontra opções de pratos encartados e executivos a partir de R$ 11,00.

Aos sábados é servido o “é pai d’égua mon’amur”‘, uma disputa deliciosa entre a nossa tradicional feijoada preta e a feijoada branca francesa, conhecida como Cassoulet que tem como ingredientes partes selecionadas e nobres do porco e do carneiro. Agora é com você, basta escolher e deliciar-se. 

[CONTATO]
Ferreira Cantão, 278
(Próximo ao largo da Trindade)
Centro – Belém – Pará
Fone: (91) 3242-6628

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Recapitulando Casmurro

 

Um clássico da nossa literatura, Dom Casmurro de Machado de Assis, foi publicado pela primeira vez em 1899 e até hoje é um dos livros da literatura nacional mais lidos e mais traduzidos da história.

A história passada no Rio de Janeiro, na época do segundo império, relata em primeira pessoa o romance entre Bentinho (o narrador) e Capitu a jovem “de olhos de cigana obliqua e dissimulada”, no entanto confesso a vocês que desprovido de imaginação e sem a devida concentração na leitura podemos nos perder entre vocábulos e trovas que até pode nos fazer desistir de tão costumeira “leitura obrigatória”.

Para minha surpresa, a Rede Globo (é verdade a Globo, aquela do Fausto Silva, Malhação, Galvão Bueno, Vídeo Show, Zorra Total e tantos mais) produziu uma verdadeira obra prima, uma micro obra prima é verdade, mas digna de reconhecimento e de braços torcidos, pois conseguiu modernizar um texto centenário, resumi-lo , sem perder o encanto, o lúdico e principalmente o mistério, ou seria a cisma?

Capitu, nome dado a adaptação, consegue mesclar o romântico passado com a modernidade desvairada, cenas em teatros, interpretações de palco, inclusões de aparelhos eletrônicos como celulares e i-pod’s , linguagem antiga, interpretações modernas enfim, uma deliciosa mistura regada por uma trilha sonora que alicerça toda a história.

Se você perdeu, vale a pena da uma espiadela nos vídeos da grande rede e torce para que saia logo em DVD, pois vale a pena e faz bem para cultura nacional.

 SITE OFICIAL: Capitu

 

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Dos bons

 Já me deparei com algumas formas bem inusitadas usadas pelos autores para contar o terror do Holocausto, mas como dizem que é impossível imaginar realmente como é o Holocausto esta certamente também não corresponderá a realidade, de fato isso é o que menos preocupa ao se ler Maus, que apesar de trágico, perturbador, mostra-se ao menos inovador, não que isso seja requisito para histórias sobre o tema, mas certamente nos faz imaginar (mesmo sendo impossível) através de quadrinhos terror da guerra de forma lúdica.

Sei que você deve está achando isso tudo absurdo e contraditório mas foi exatamente assim que vi o livro de Art Spiegelman, que conta e ilustra em forma de quadrinhos a história dos seus antepassados judeus e os representa como ratos, aliás todos os personagens são bichos, os nazistas ganham feições de gatos; poloneses não-judeus são porcos e americanos, cachorros.

 

Vencedor do Prêmio Pulitzer de Literatura, Art Spiegelman, evita o sentimentalismo e mostra de forma veemente e implacável a narrativa da vida seu próprio pai, retratado como valoroso e destemido, mas também como sovina, racista e mesquinho e mostrado como tema central de uma história que apesar de contada no formato de HQ´s, não perde a dramaticidade dos fatos, muito pelo contrário, nos faz olhar de forma diferente uma história que já foi e será sempre muito contada como o maior drama da história da humanidade.

 

MAUS
SPIEGELMAN, Art

Ed. Cia das Letras – Semi-biografia – HQ’s
1ª edição – 2005 – 296 p.

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